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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Skaf agradece Temer pelas 'portas abertas' no PMDB, mas seu foco é Fiesp

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) esteve na última sexta-feira na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para falar do que chamou de 'reforma política possível'. Na ocasião, afirmou ao presidente da instituição, Paulo Skaf, que o PMDB está de portas abertas para recebê-lo. O empresário, disse que fica muito honrado com o interesse peemedebista, mas que por enquanto está focado em buscar a reeleição para a presidência da Fiesp, que acontece no dia 11 de abril. Skaf mencionou que está feliz ao integrar o PSB. -

Durante o almoço, a portas fechadas, o vice de Dilma defendeu uma reforma política que privilegia o voto distrital majoritário. "As portas estão abertas, mas isso depende dele. Ele [Skaf] está examinando", disse Temer entre risos, ladeado por Skaf. Por sua vez, Skaf agradeceu. "Você sabe que política é diálogo, conversa, não tenho nada a reclamar do PSB e continuo no partido. Agradeço ao PMDB pelo gesto de carinho em deixar as portas abertas", retribuiu.~

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=5&id_noticia=362925

Eduardo Campos vai ter novo encontro com Kassab

Do Jornal do Commercio

Presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos tem novo encontro com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), hoje à noite. O dirigente estará na capital paulista para participar, às 19h, da comemoração dos 90 anos do jornal Folha de São Paulo. A reunião com Kassab deverá ocorrer após a festa, novamente no apartamento do democrata, que recebeu Eduardo no último dia 9. Em pauta, os novos passos das duas lideranças rumo a um projeto comum: tornar, no caso o PSB, uma alternativa de poder à polarização PT x PSDB, que há 20 anos se alternam na presidência da República.

Kassab projeta sair do DEM, levando a tiracolo mais de 20 dissidentes, e fundar o PDB (Partido da Democracia Brasileira) com a promessa de fusão com o PSB. É uma virada e tanto para o prefeito, até então ligado a José Serra (PSDB), derrotado pela presidente Dilma Rousseff (PT) na eleição passada. A novela Kassab pode durar até setembro – prazo limite para mudança de partido. Mas o desfecho poderá ocorrer em 15 de março, data da convenção do DEM.

Pragmático, Eduardo já afirmou que só tratará (em público) do assunto quando o prefeito de São Paulo definir seu futuro partidário. Enquanto isso, o dirigente socialista segue fortalecendo o PSB e cuidando ainda mais de sua imagem de político nacional. Entende que para um partido ganhar espaço precisa ser forte em São Paulo, o maior colégio eleitoral do País.

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/02/21/eduardo_campos_vai_ter_novo_encontro_com_kassab_92719.php

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dilma declara apoio a Mercadante e a Skaf em SP

A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, disse na manhã de hoje que "dará força" a dois candidatos nas eleições de São Paulo. Em visita à unidade mais antiga do País do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no bairro do Brás, na região central da capital paulista, Dilma foi guiada pelo candidato do PSB ao governo do Estado, Paulo Skaf, a quem declarou apoio. "Eu acredito que aqui em São Paulo tenho dois palanques, no mínimo", disse a candidata. "O Skaf é um deles e o outro é o (Aloizio) Mercadante (PT)", acrescentou.

Antes mesmo do sol nascer, Dilma já estava hoje ao lado de Mercadante e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na porta de uma fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Horas depois, a candidata do PT acompanhava Skaf na visita à unidade de educação, da qual o candidato foi presidente regional em São Paulo.

O palanque duplo seria um meio de o PT levar a corrida estadual para o segundo turno. "Eu estou acompanhando o Skaf porque considero uma pessoa capacitada", avaliou. "E vou dar força para os dois (candidatos). Porque os dois me apoiam", ressaltou a petista, em coletiva de imprensa concedida do lado de fora do Senai.

A candidata aproveitou a visita para falar sobre o cenário eleitoral paulista e tecer críticas à administração do PSDB. "Acredito que para o governo de São Paulo estão concorrendo pessoas qualificadas. Acho importante que isso ocorra, porque não vejo muito sentido em manter por mais quatro anos uma administração que já dura por dezesseis." Dilma acusou os tucanos de ainda não terem trazido "grandes resultados" na área da educação.

Escolas profissionalizantes

Dilma afirmou que antes da gestão do presidente Lula foram criadas no País apenas 140 escolas profissionalizantes. E que até o final deste ano, com os esforços do governo atual, o número é de 214. Dilma prometeu que, se eleita, irá construir uma unidade de ensino profissionalizante em cada município com população igual ou superior a 50 mil habitantes, ou nas cidades que sejam centro de regiões. E elogiou o padrão das escolas do Senai, ressaltando que é um modelo importante para o País.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-declara-apoio-a-mercadante-e-a-skaf-em-sp,599116,0.htm

sábado, 14 de agosto de 2010

Skaf ataca 'médico' Alckmin e promete revolução escolar

Edu Cerioni
Agência BOM DIA
Foto: Julio Monteiro/Agência BOM DIA

Dono da maior arrecadação na campanha para governador até aqui, R$ 3,490 milhões, Paulo Skaf (PSB) fez uma festa barulhenta, graças aos rojões, e colorida, com centenas de bandeiras, neste sábado nas ruas centrais de Jundiaí.

Contratados por um salário mínimo ao mês, os agitadores de bandeiras (50 vieram de Campinas e outros da Capital) garantiram muita empolgação na passagem do presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) pela cidade.

O líder das pesquisas, Geraldo Alckmin (PSDB), foi o alvo de Skaf: “Como um médico que está há 14 anos no governo deixa que a saúde pública seja esse desastre? É um desrespeito com a população. Vamos mudar isso, usando equipamentos ociosos e atacando o problema de saúde básica junto com as prefeituras”, disse.

Skaf defendeu o TAV (Trem de Alta Velocidade). Para ele, é um investimento que São Paulo não pode perder. “O [José] Serra (candidato tucano à presidência) é contra. Mas eu sou a favor. Vai ser a solução para os aeroportos e vai desafogar o trânsito. São Paulo merece o trem-bala”.

Sobre a parada em Jundiaí, desconversou: “É uma questão técnica”.

Para ele, a educação precisa passar por mudanças profundas. Ele citou no discurso o trabalho desenvolvido pelo Sesi. “Vou fazer uma revolução escolar junto com os professores, não contra eles”, alfinetou o PSDB de novo.

O candidato dos empresários se diz contra a progressão continuada nas escolas e assegurou que, caso eleito, vai apostar na formação técnica.

Cristiano Lopes, candidato a deputado estadual por Jundiaí, estimou em 500 as pessoas na passeata.

Pelo menos no discurso ele é diferente
Skaf tem ao seu lado um trunfo: não é político de carreira. Com isso, consegue algumas tiradas que os adversários não podem repetir. Uma delas ontem foi essa: “Eu sou alguém que não promete e faz. Imagine agora que estou me comprometendo com as mudanças”.

Foi assim que reagiu ao ser questionado sobre as pesquisas que o deixam longe do sonho de governar o Estado mais rico do país. “A campanha começa agora. Tenho 5 debates e o horário eleitoral gratuito (começa terça) para mostrar que sou a novidade na política. Muita água vai rolar ainda”, disse.

Skaf foi surpreendido por uma eleitora que lamentou veementemente seu apoio a Dilma Roussef (PT). Deu um tapinhas costas dela e mudou de assunto, lembrando que sua candidata a vice era uma mulher (a médica Marianne Pinotti). A reclamante saiu sem entender nada.

http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Politica/27821/Skaf+ataca+%27medico%27+Alckmin+e+promete+revolucao+escola

segunda-feira, 29 de março de 2010

'Minha candidatura é irrevogável', diz Skaf

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirma que sua candidatura a governador pelo PSB é uma decisão sem volta. "Minha candidatura é irrevogável", disse, em entrevista exclusiva à Agência Estado. Com a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) descartada no Estado, Skaf briga para ser o nome do partido e concorrer ao cargo. De acordo com pesquisa Datafolha divulgada hoje, ele aparece com 2% das intenções de voto para o governo de São Paulo.

Skaf encara o desafio que Silvio Santos e Antônio Ermírio de Moraes assumiram sem sucesso: emplacar a candidatura de um empresário a um cargo executivo. Em 1986, o presidente do Conselho de Administração da Votorantim candidatou-se a governador de São Paulo e não chegou nem ao segundo turno. O dono do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) tentou a Presidência da República em 1989 e desistiu antes mesmo da eleição. Skaf, porém, tem na ponta da língua dois exemplos de empresários bem-sucedidos politicamente: o senador Tasso Jereissati (PSDB), governador do Ceará por duas vezes, e Blairo Maggi (PR), governador de Mato Grosso desde 2003. "Até estatisticamente isso me dá mais força, já está na hora de dar certo."

Para esta tarefa, o presidente da Fiesp buscou um dos nomes mais requisitados entre os políticos: o publicitário Duda Mendonça, que cuidou da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e que agora será o marqueteiro da campanha de Skaf. O presidente da federação afirma que não mudará a imagem e será "ele mesmo". "Duda apenas sugeriu que eu fosse mais informal e deixasse de usar a gravata e o paletó", contou. Skaf negou ter feito plásticas ou intervenções cirúrgicas. "Ele está mais gordo, mas é por minha causa", afirmou a mulher dele, Luzia Skaf, que acompanhou toda a entrevista.

Vetado pelo presidente estadual do PDT, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, para ser candidato a vice-governador na chapa liderada pelo senador Aloizio Mercadante (PT) com o apoio de PCdoB, PR, PRB e o recém-criado Partido Pátria Livre (PPL), o presidente da Fiesp nega que o PSB tenha ficado isolado e diz que nenhuma negociação está fechada. "Não sei de onde existe essa impressão de que o PSB está isolado. O diálogo e as conversas estão acontecendo com todos os partidos e não conheço siglas que já estejam fechadas com o PT", afirmou.

Polêmica

Apesar da polêmica em torno de seu nome, ele disse não ver dificuldades na transição entre o mundo econômico e o político. "Sou presidente do Sesi (Serviço Social da Indústria) e do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e administro um orçamento maior que o de 99% das cidades e alguns Estados brasileiros. Estamos construindo cem escolas, dez teatros e implantando ensino em tempo integral para cem mil alunos." Ele sairá do cargo de presidente da Fiesp no prazo determinado por lei, quatro meses antes das eleições, no fim de maio.

Com fama de centralizador, como ele mesmo admite um pouco constrangido, Skaf apresenta-se como uma novidade no mundo da política. De acordo com ele, o eleitor está cansado de ver os mesmos candidatos disputando cargos e isso o fortalece diante dos concorrentes. Skaf baseia o discurso na ideia de que é possível fazer diferente, como Soninha Francine, que disputou - e perdeu - a eleição municipal pelo PPS em 2008. "Ela (Soninha) já tinha mostrado alguma vez o trabalho dela? Ela tem uma bagagem?", interferiu Luzia, em defesa do marido.

A corrida pela sucessão estadual não verá na figura de Skaf um candidato polêmico e batendo na administração do governador José Serra (PSDB), conforme desejava Lula ao tentar unir a oposição no Estado em torno do polêmico Ciro. Ele se esquivou de avaliar os 16 anos de poder do PSDB no Estado mais rico do País. "Não olho para o passado, apenas para o futuro."

Embora se esquive de fazer críticas, Skaf deixa entrever que elegerá a educação como bandeira de campanha, justamente uma das áreas em que o governo estadual é mais criticado. De olho na disputa eleitoral, a reformulação das escolas do Sesi/Senai e a adoção do ensino integral têm sido promovidas como a marca de sua gestão frente à Fiesp.

Dificuldades

Skaf acredita que não terá dificuldades para encontrar doadores para sua campanha, mas diz que esse é um problema do partido. "Será muito natural que empresas contribuam para um candidato que é presidente da Fiesp", acredita. "Mas esse é um problema do PSB. Dentro da legislação o partido vai ter que obter os recursos necessários."

O financiamento de campanhas foi justamente um dos temas que colocou o nome de Skaf em evidência, na deflagração da Operação Castelo de Areia pela Polícia Federal. Ele afirmou ter sugerido a empresas que doassem recursos de forma legal para a campanha de parlamentares que, em sua visão, fossem éticos e favoráveis aos interesses da indústria.

Meses depois, Fernando Arruda Botelho, um dos sócios da construtora Camargo Corrêa e também vice-presidente da Fiesp, acabou renunciando ao cargo. Segundo Skaf, Botelho, citado no inquérito da PF, teria alegado motivos pessoais para se afastar da entidade. "A Fiesp nunca pediu nada. Nunca passou um tostão pela Fiesp."

ANA CONCEIÇÃO E ANNE WARTH - Agência Estado
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,minha-candidatura-e-irrevogavel-diz-skaf,530778,0.htm

domingo, 28 de março de 2010

Entrevista Paulo Skaf

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Skaf), Paulo Skaf, espera até o próximo mês uma definição quanto à possibilidade de concorrer ao governo da mais rica unidade da federação. Entre as ameaças à candidatura de Skaf, empresário ligado ao ramo têxtil, estão a possibilidade de uma coligação que colocaria o PT na cabeça da chapa ou ainda uma pouco provável candidatura de Ciro Gomes pela sigla em São Paulo. Confira trechos da entrevista concedida por e-mail.

Zero Hora – O que o levou a ingressar na política e tentar a candidatura ao governo de São Paulo ?Paulo Skaf – O exercício da política é um meio de ampliar a contribuição cívica para a solução dos problemas brasileiros e o desenvolvimento do país. Fiquei honrado com o convite que PSB me fez para concorrer ao governo do meu Estado e decidi ingressar no partido. Não podemos continuar só reclamando dos políticos, é hora de participar.

ZH – Como pretende lidar com a diferença de agilidade entre o público e o privado? Com a burocracia, enfim.

Skaf – O que falta ao setor público é gestão. Veja o problema da saúde. Todo ano, os recursos empenhados pelo governo federal não são usados em sua totalidade. Não adianta mais recursos, o que precisamos é melhorar os serviços públicos. Sou contra o desperdício e a favor de um Estado mais eficiente.

ZH – O senhor vê maior disposição de empresários para entrar na vida política?

Skaf – A classe empresarial sempre engajou-se na luta por um Brasil melhor e cumpriu seu papel como fomentadora do desenvolvimento. Recentemente, tivemos vários empresários que se filiaram a partidos políticos, num movimento que só fortalece a democracia. É muito positivo que os quadros partidários sejam renovados de tempos em tempos. Mas cada um deve seguir a sua vocação sem deixar de estar atento ao que acontece nos governos e lutar pelo desenvolvimento do Brasil.

ZH – Que afinidades o senhor tem com o PSB, um partido ligado à esquerda?
Skaf – O socialismo quer oferecer o mesmo que preocupa a todos os brasileiros e também aos empresários: oportunidades iguais a todos. A Fiesp, na atuação do Sesi e do Senai, oferece educação, saúde, cultura, esporte e lazer a milhões de pessoas que, provavelmente, sem essa oportunidade, não teriam acesso a esses importantes bens sociais. Esse socialismo responsável é no que acreditamos, é o que prega a Fiesp e quer o meu partido, o PSB.

Fonte: Jornal Zero Hora

domingo, 21 de março de 2010

Sem Ciro, PT isola PSB e convoca aliados em São Paulo

O PT concluiu que o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) já deu todos os sinais de que está fora da disputa pelo governo de São Paulo. A estratégia defendida pelo presidente Lula e encampada pelo partido era lançar Ciro como candidato único da base na briga com o pré-candidato tucano, Geraldo Alckmin, pela cadeira de José Serra. Mas o deputado tem insistido tanto em ser candidato a presidente da República que o PT transformou o que era plano B em prioridade: trabalhar pela candidatura do senador Aloizio Mercadante.

Os petistas de São Paulo não querem perder tempo. Convocaram os aliados PDT, PCdoB, PR, PRB e PPL para uma reunião na próxima terça-feira (23) quando pretendem avançar na construção de alianças em torno da candidatura Mercadante. O PSB, aliado do governo, não foi convidado.

Mesmo sem Ciro como candidato a governador - sendo substituído pelo empresário Paulo Skaf, da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) - o PSB promete entrar na briga contra o PT para levar parte do chamado “bloquinho” para seu projeto.

O PSB se animou com sondagem interna que mostra o empresário com bons índices de intenção de voto. Há ainda quem defenda o nome de Skaf para a vice de Mercadante, mas essa composição é rejeitada pelo PDT e PCdoB.

O PDT exige a vice na chapa com o PT. Colocou na mesa os nomes do prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, o de Campinas, doutor Helio, ou até a mulher do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, para o posto:

“Com essa história de que a mulherada está na moda, pensamos até na Elza Costa Pereira, que é minha mulher”, disse Paulinho ao iG, que sugeriu também Eunice Cabral, presidente do Sindicato das Costureiras de São Paulo, para a dobradinha.

Para fechar com Mercadante, o PCdoB abre-mão da vice em troca de apoio ao vereador e apresentador de programa de televisão Netinho de Paula para o Senado. Mas lideranças do partido disseram que o PT resiste em aceitar a condição porque a ex-prefeita Marta Suplicy, que também deve disputar uma vaga no Senado, não quer concorrer com Netinho. Ela teme perder votos na periferia, região dominada pelo cantor.

Mercadante foi escalado por Lula como plano B para a disputa em São Paulo no fim de janeiro, durante reunião improvisada em uma casa no Lago Sul, em Brasília, em meio às gravações de um vídeo para o aniversário de 30 anos do PT. Na ocasião, Lula e dirigentes petistas tentavam convencer Mercadante a abrir mão de seu plano de disputar a reeleição ao Senado.

Trégua a Ciro

Além de reiterar sua disposição de concorrer ao Palácio do Planalto, nos últimos dias Ciro atacou líderes do PT paulista. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele declarou que "o PT é um "desastre, lá em São Paulo especialmente".

O presidente do PT paulista , Edinho Silva, ensaiou publicamente descartar a aliança com Ciro, mas recuou após apelo da direção nacional do partido. Segundo lideranças petistas, a reação de Edinho foi “exagerada” e compromete a discussão em torno da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência.

“Precisamos tratar o Ciro como parceiro, viramos a página após os ataques, Ciro não é nosso adversário. Se o Skaf sair candidato, vai ser mais um palanque da Dilma e queremos estar juntos no segundo turno”, admitiu Edinho.

Para o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, apesar das resistências iniciais, Mercadante deve aceitar a missão de disputar o comando do Palácio dos Bandeirantes pela legenda.

O senador ainda não toca no assunto em público, mas somente na semana passada, enquanto ainda se recuperava de uma cirurgia na próstata, Mercadante teve pelo menos três reuniões para discutir a corrida estadual.

A mais aguardada era com a ex-ministra do Turismo e ex-prefeita da capital paulista Marta Suplicy, que aconteceu no meio da semana. Depois disso, ele se encontrou com os deputados Celso Russomanno (PP-SP) e Paulinho da Força.

A assessoria de Mercadante disse que a sua presença na reunião dependerá do seu estado de saúde.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/19/sem+ciro+pt+isola+psb+e+convoca+aliados+em+sao+paulo+9433240.html

terça-feira, 16 de março de 2010

PT em São Paulo é um "desastre", diz Ciro

Matéria publicada em 15 de março de 2010

Deputado afirma que partido precisa de nome novo para sucessão de Serra, mas considera sua candidatura no Estado artificial

Ciro defende que PT e PSB tenham candidatos próprios em SP; deputado diz que fará aproximação entre PSDB e petistas se eleito presidente

O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB), 52, é popular no Rio de Janeiro. Num táxi, discute com o motorista a filiação de Romário ao PSB e escuta, atento, a recomendação de lançar Zico, "que nem precisaria de campanha".
Com uma truculência à mídia arrefecida -ou dominada depois de disputar duas campanhas à Presidência -, um Ciro "mais sereno", como ele se classifica, falou à Folha sobre a sucessão presidencial e no governo de São Paulo.
Ele admite que sua candidatura em São Paulo seria artificial e volta a dizer que será candidato à Presidência da República. Ao final da entrevista, com o gravador já desligado, Ciro confessa que, se não disputar a eleição de outubro para presidente ou para o governo de SP, deixará a política.

FOLHA - O sr. afirmou na semana passada que São Paulo não precisa do sr. São Paulo precisa de quem?
CIRO GOMES - Fulanizar a política é algo ridículo no Brasil. São Paulo precisa de um projeto porque a eficiência medíocre do PSDB deu o que tinha que dar. Os indicadores de violência estão crescendo, o transporte está colapsando, a educação é uma das piores do país. Agora, como o PT é um desastre, lá em São Paulo especialmente, eles têm essa eficiência medíocre posta em relevo.

FOLHA - Por que o sr. considera o PT um desastre em São Paulo?
CIRO - Por tudo o que aconteceu. Estou falando do desastre de confiabilidade, de confiança da população a ponto de o próprio PT, na minha opinião corretamente, pretender lançar um candidato jovem lá, para fazer nome. Os principais quadros do partido [o PT], justa ou injustamente, entraram num problema. Não é brincadeira não, rapaz. José Dirceu, Genoino, Mercadante, Marta, João Paulo. Não é brinquedo não.

FOLHA - O PT pretendia lançar o sr. no Estado.
CIRO - Eu fico muito honrado, distinguido com isso, mas veja bem, não é tão artificial essa solução, não?

FOLHA - Então se o sr. for candidato ao governo de São Paulo será uma solução artificial?
CIRO - A minha candidatura naturalmente é artificial. Agora, o que eu poderia fazer -e tinha que ser sincero e franco com a população de São Paulo- era dizer: "Eu não faço rotina aqui, mas acumulei uma experiência de grande sucesso na administração pública, e essa experiência eu me disponho a colocar a serviço de São Paulo". Não é minha pretensão. Todo mundo sabe e eu repito que minha intenção é ser candidato à Presidência.

FOLHA - O sr. trabalha por alianças do Paulo Skaf com o PT, por exemplo? O sr. vê possibilidade de uma chapa Aloizio Mercadante e Skaf?
CIRO - Eu não veto, não atrapalho, não opino contra, mas acho que a melhor opção é o PT ter o seu candidato e nós, o nosso.

FOLHA - O sr. diz que é o único a ter liberdade para fazer críticas ao governo do presidente Lula. O debate sobre o papel do Estado, com viés antiprivatização, é equivocado?
CIRO - Não, a questão não é que esteja equivocado. Embora o Serra tenha sido capaz de quebrar patentes no Ministério da Saúde na questão do coquetel antiaids, ele chega em São Paulo e privatiza a conta da prefeitura, hospeda num banco privado. E, em seguida, bota a Nossa Caixa para vender, um dos últimos ativos que São Paulo tem. Em relação à Dilma eu tenho a vivência que ela não tem.

FOLHA - Mas qual é sua posição sobre privatização e papel do Estado?
CIRO - Isso tudo é baboseira ideológica. No mundo inteiro a experiência empírica demonstra que o Estado não é máximo, nem mínimo, nem grande, nem pequeno. É o necessário. É a lei do menor esforço. Quem faz melhor, mais rápido e mais barato é quem vai fazer. Às vezes é Estado regulador, às vezes tem que ser empresário. A economia moderna é mista, mas a responsabilidade pela dinâmica estratégica de um país é do Estado.

FOLHA - O sr. sempre menciona eventuais problemas de governabilidade do futuro presidente, dado que ninguém terá o capital político e a popularidade de Lula, que faz com que ele transite bem no Congresso.
CIRO - Mais que transitar. Ele suporta, sem perder legitimidade. O que é um fenômeno absolutamente raro. Se a coalizão for essa, com o protagonismo desta banda do PMDB que manda no país [haverá crise de governabilidade]. O DEM é muito melhor que o PMDB neste instante. Uma questão é um escândalo, no qual todos nós estamos vulneráveis a ter um companheiro que vai entrar numa dessa. Todos nós. Isso é da política. O problema é que o PMDB, não o coletivo, mas a banda hegemônica, faz desta linguagem o seu instrumento central de luta.

FOLHA - E como se governa o Brasil com a atual condição de representatividade e o atual sistema político?
CIRO - É uma ilusão de ótica que a prostração moral do PT está passando para o país. O problema da situação política da Dilma é que ela fica com a boca travada. Ela não pode falar isso para ninguém. Como o Serra também não pode. Eu posso. Imagino governar o Brasil assim: eu encerraria a violenta, paroquial e provinciana radicalização que opõe PSDB e PT. Convocarei um entendimento nacional entre os dois partidos. Essa é a saída para o país avançar e diminuir a importância de setores clientelistas, fisiológicos, atrasados, corruptos.

FOLHA - Fazendo uma revisão da história de 2002, o mercado ainda teme sua candidatura?
CIRO - Teme, mas é injusto. Eu não sou uma invenção. Eu já fui ministro da Fazenda. Eu fui muito bom para a economia pelos resultados. O país cresceu 5,3%, tivemos superavit primário de 5% do PIB, inflação zero. Agora, tive algumas questões. Fiz a intervenção do Banespa e do Banerj. Fiz a abertura comercial que dissolveu vários cartéis. Tudo bem, a vida é dura. Eu não vou vender a minha alma para ser presidente.

FOLHA - O sr. já sofreu uma oscilação fortíssima nas pesquisas em 2002. Todos os políticos não estão sujeitos a isso?
CIRO - Sim, isso eu acho. Acho que a Dilma cometerá um erro, porque nenhum de nós escapou. O Lula cometeu, eu cometi, o Serra, o Alckmin cometeu. Ela cometerá. Tomara que não. E vai oscilar. Ela é um pouco mais vulnerável, claro. Porque na medida em que você erra, você aprende. O Lula aprendeu para caramba. Eu aprendi muito. O Serra erra menos porque é protegido pela grande mídia.

Frases

"Eu fico muito honrado, distinguido com isso [convite para disputar governo de SP], mas veja bem, não é tão artificial essa solução, não?"

"Como o PT é um desastre, lá em São Paulo especialmente, eles [o PSDB] têm essa eficiência medíocre posta em relevo"

"O problema da situação política da Dilma é que ela fica com a boca travada. Ela não pode falar isso para ninguém. Como o Serra também não pode. Eu posso Eu não vou vender a minha alma para ser presidente"

CIRO GOMES
deputado federal
http://www.psbnacamara.org.br/mid_det.asp?id=793
(Folha de São Paulo)

quinta-feira, 11 de março de 2010

PT e PSB intensificam negociação por chapa Mercadante-Skaf em SP

Matéria publicada em 11 de março de 2010

PT e PSB intensificaram a negociação por uma chapa única para disputar o governo de São Paulo, com o senador petista Aloizio Mercadante para governador e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para vice.

Para o PT, a composição com o presidente da Fiesp aproximaria o partido do empresariado e da classe média. Skaf, segundo petistas, ajudaria a captar votos do PSDB no Estado. Para o PSB, a chapa com o PT resultaria em mais votos para o partido, já que a candidatura de Skaf ainda é eleitoralmente frágil, e ampliaria a bancada federal. Segundo pesquisa do instituto Datafolha de dezembro de 2009, o pré-candidato do PSB aparece com 1% ou 2% das intenções de voto, dependendo do cenário eleitoral.

O PT paulista decidiu não esperar mais pela decisão do deputado Ciro Gomes (PSB) e deve lançar no fim do mês o nome de Mercadante. A direção petista analisa que Ciro não será candidato nem à Presidência nem ao governo de São Paulo. O partido deverá reunir-se com Ciro na próxima semana, para tentar resolver o caso. Para petistas de São Paulo, a demora atrapalha a campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que está sem palanque formado em São Paulo. "Não podemos mais ficar à reboque, esperando Ciro", disse o vereador João Antonio, da Executiva estadual do PT.

A composição com Skaf manteria PSB e PT juntos no Estado. Para o presidente do PT estadual, Edinho Silva, é uma "chapa extremamente respeitável e forte".

O presidente da Fiesp, no entanto, resiste à ideia e diz que, a princípio, é candidato ao governo, não a vice. Skaf comentou ontem que as negociações continuarão até o início de abril, quando deverá anunciar sua decisão. Ele ressalvou que o PSB "está aberto a todos que queiram apoiá-lo e compor" com a sigla.

O PSB paulista cogita lançar Skaf em abril, mesmo que depois recue da decisão perto da convenção partidária, em junho. Seria uma forma de "cacifar" o apoio político e garantir que o candidato do partido ao Senado, vereador Gabriel Chalita, participe da chapa.

O presidente do diretório estadual, deputado Márcio França, citou pesquisa feita pelo PSB para defender a candidatura de Skaf. Segundo o levantamento, 24% dos eleitores declaram voto no PSDB, independente do candidato tucano; 28% apoiam o governo atual, mas gostariam de um nome novo na disputa, e 48% dizem que não votarão nos tucanos. "Nossa candidatura pode conquistar esses 28%, já que os nomes do PT não são novos", disse. "A candidatura de Skaf é o que melhor poderia acontecer para a ministra Dilma, porque representará o apoio do setor industrial a ela." França, no entanto, disse que o PSB não descarta uma possível chapa com o PT no Estado.

Pelo estatuto da Fiesp, caso Skaf decida participar da eleição paulista como candidato ao governo ou a vice, ele terá de licenciar-se do comando. O presidente da entidade deverá sair até maio e em seu lugar assumirá o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch. Para o PT, é mais um motivo para Skaf compor com o partido e deixar a presidência da Fiesp. Steinbruch é amigo de longa data de Mercadante e, na visão de petistas, poderá ajudar na arrecadação de recursos. Em 2006, quando o senador do PT concorreu ao governo de São Paulo, a CSN doou R$ 1,5 milhão à sua campanha.

A composição de PT e PSB, contudo, não tem apoio consensual de petistas. Mercadante resiste à disputa estadual e tem-se mostrado como candidato à reeleição no Senado, apesar de protagonizar a próxima propaganda do PT na televisão e no rádio. O grupo mais ligado à ex-prefeita Marta Suplicy também contesta a dobradinha e tem receio de que a candidatura da petista ao Senado seja sacrificada. Caso Skaf componha a chapa com Mercadante e o PT consiga o apoio do PCdoB, os três partidos terão de escolher entre Marta, Gabriel Chalita (PSB) e o vereador Netinho de Paula (PCdoB). "Em São Paulo pode ser mais interessante o PSB ter candidatura própria. Não precisa seguir a lógica nacional de composição", disse o vereador Antonio Donato, ex-secretário municipal de Marta. (Colaborou Ana Paula Grabois)

(Valor Econômico)
http://www.psbnacamara.org.br/mid_det.asp?id=781

quarta-feira, 10 de março de 2010

Skaf diz que PSB deve lançar candidatura própria ao governo de São Paulo

São Paulo – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse nesta quarta-feira (10), que ainda espera uma decisão de seu partido, o PSB, para definir se será candidato ao governo de São Paulo. “Há essa possibilidade sim, mas essa decisão deverá ser tomada até o início de abril”.

Skaf disse que se for candidato ao governo paulista, deverá se licenciar do cargo na Fiesp até o final de maio, quatro meses antes das eleições. Neste caso, quem assumiria a presidência da entidade, durante os quatro meses de eleição (caso Skaf não ganhe as eleições) ou até o final do mandato (caso a campanha de Skaf seja vitoriosa) seria o atual vice-presidente Benjamin Steinbruch.

Em entrevista hoje em São Paulo, Skaf disse que seu partido pretende lançar candidatura própria a governador de São Paulo e que, no momento, o PSB não pensa em uma candidatura a vice do PT, como vem sendo cogitado pela imprensa.

“Mas é lógico que o PSB estará aberto a todos os partidos que queiram apoiá-lo e compor junto com ele. Mas não é o projeto do PSB lançar candidatura a vice”. Skaf também negou que seja intenção do partido lançar a candidatura de Ciro Gomes a governador.
“O deputado Ciro Gomes é um pré-candidato à Presidência da República. Neste momento é isso, mas a política é muito dinâmica”.

Agência Brasil
Publicação: 10/03/2010 17:06
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/10/politica,i=178784/SKAF+DIZ+QUE+PSB+DEVE+LANCAR+CANDIDATURA+PROPRIA+AO+GOVERNO+DE+SAO+PAULO.shtml

quarta-feira, 3 de março de 2010

CIRO APRESENTA SKAF, MAS AINDA ESTUDA CANDIDATURA EM SP

Mesmo negando em entrevistas a possibilidade de concorrer ao governo de São Paulo, o deputado federal Ciro Gomes (PSB), nos bastidores, não descarta a opção. No vídeo dos socialistas, produzido pelo publicitário Duda Mendonça, o ex-ministro da Integração apresenta o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

"Homens como ele precisam entrar na política. Paulo Skaf, gravem bem este nome", diz Ciro. Já Skaf utiliza a espaço para divulgar suas realizações à frente da Fiesp, esboçando o sonho de governador o estado paulista. "Seria um verdadeiro sonho contribuir para que, um dia, o padrão de qualidade do ensino do Sesi e do Senai possa chegar a todas as crianças e jovens de São Paulo”, diz.

O problema é que Ciro, impedido de concorrer livremente à presidência da República, um dia antes da gravação, se reuniu com petistas e abriu uma brecha à candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. Para Skaf, a única vaga que interessa é a de governador do estado. Uma resposta negativa ao anseio o faria continuar no comando da Fiesp até o fim do mandato, em 2011.

Por: Márcio Dornelles
http://www.cearaagora.com.br/ver_news.asp?cod=21052