presidente Luiz Inácio Lula da Silva agiu rápido no pagamento ao PSB pela decisão de tirar o deputado Ciro Gomes da disputa à sucessão presidencial. Quatro horas após ser informado de que a direção socialista rejeitara por 21 a 2 a candidatura de Ciro, Lula comandou a virada que fez do senador Renato Casagrande (PSB) o candidato governista no Espírito Santo.
Por volta das 21h de terça-feira o presidente Lula recebeu para um jantar, no Palácio da Alvorada, o governador capixaba, Paulo Hartung, e o vice Ricardo Ferraço, ambos do PMDB. Até então, o candidato ao governo era Ferraço, tendo um petista como companheiro de chapa. Depois da conversa, o candidato passou a ser Casagrande, que terá um petista na chapa, no mesmo modelo anterior. Ferraço será candidato ao Senado.
Graças ao apoio de Hartung, um dos governadores mais bem avaliados do País, Ricardo Ferraço era o favorito na sucessão capixaba. Em pesquisas recentes, aparecia com mais de 30% das intenções de voto. Casagrande corria por fora e vinha ganhando competitividade. A ponto de Hartung o convidar a indicar um integrante do PSB para disputar o Senado na chapa de Ferraço.
O candidato do PSB, que dará palanque à petista a Dilma Rousseff no Espírito Santo, vai enfrentar o deputado tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas. Casagrande agradeceu o "desprendimento" de Ferraço e o apoio de Hartung. "Espero que possamos fechar uma ampla participação", declarou.
"É um gesto de grandeza, um gesto histórico na política do Estado, até pelos números que ele veio adquirindo nas pesquisas, mas permite que uma terceira perna possa sustentar a continuidade do avanço no futuro", disse Hartung.
Mesmo contrariado, Ferraço evitou mostrar decepção. "Chegou um momento onde nós precisávamos dialogar a respeito do futuro do Espírito Santo", disse. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
COMENTÁRIO MEU: Agora só falta seis estados:CE,PE,RN,PB,SP,PI. Esse foi o preço que o PSB vendeu a candidatura própria.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
Brasil busca saída para voltar às boas com Honduras
O Brasil está à procura de um pretexto para normalizar suas relações diplomáticas com Honduras.
Sabe que a porta de saída é o reconhecimento do governo Porfirio Lobo, eleito no ano passado e empossado nesta semana. Só precisa de uma boa justificativa para virar a maçaneta. Idealiza um movimento coletivo, que reúna outros países.
O tema vai à mesa na próxima reunião do que Grupo do Rio, em fins de fevereiro, no México. Participam países da América Latina e do Caribe.
Antes da abertura das urnas de Honduras, Brasília condicionava a legitimidade do pleito à volta do deposto Manuel Zelaya ao cargo de presidente. Zelaya não voltou. Mas Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, já cuida de atenuar o azedume.
"Nós, evidentemente, estamos avaliando a situação e esperando as iniciativas do novo governo", diz ele. "Como tomamos decisões coletivas naquele momento [pós-golpe], obviamente queremos analisar [essa hipótese conjuntamente]", no Grupo do Rio.
A eleição que o Brasil demora a reconhecer foi presidida por Roberto Micheletti, em quem o governo Lula pespegara a pecha de “golpista”. Micheletti se revelaria um golpista sui generis. Fora à presidência, em junho de 2009, enrolado na constituição hondurenha.
Uma constituição que, segundo decisão da Suprema Corte de Honduras, Zelaya tentara usurpar. O deposto tramara a realização de um referendo re-eleitoral. Coisa que, em Honduras, é proibida em cláusula constitucional pétrea.
Decorridos sete meses do pseudogolpe, o suposto golpista entregou a presidência a Porfirio Lobo, eleito num pleito cuja legitimidade foi atestada pela OEA.
O Brasil foi empurrado para a crise de Honduras por Hugo Chávez, o presidente da Venezuela. Em operação companheira cujos detalhes a história ainda vai contar, Chávez devolveu Zelaya a Honduras.
Em vez de bater na porta da embaixada da Venezuela, o deposto materializou-se defronte dos portões da sede diplomática do Brasil em Tegucigalpa. Só deixou a embaixada, convertida em quartel de uma fracassada resistência depois da posse de Porfírio Lobo. Foi para a República Dominicana.
Livre do hóspede, o Brasil tenta agora livrar-se dos problemas causados por ele. Algo que, sabem todos, passa pelo reconhecimento do novo governo.
Num sinal de que ensaia a marcha à ré, o Itamaraty despachou para Tegucigalpa, nesta sexta, a vice-consul do Brasil em Honduras, Francisca de Melo. Ela foi barrada no aeroporto da capital hondurenha. Em resposta ao que considerou um “erro”, o governo Porfírio Lobo demitiu o diretor de imigração. Francisca deve retornar a Tegucigalpa na segunda (1º). Vai reabrir a embaixada do Brasil, ainda sem a presença de um embaixador.
Fonte: Folha On Line - Josias de Souza
Sabe que a porta de saída é o reconhecimento do governo Porfirio Lobo, eleito no ano passado e empossado nesta semana. Só precisa de uma boa justificativa para virar a maçaneta. Idealiza um movimento coletivo, que reúna outros países.
O tema vai à mesa na próxima reunião do que Grupo do Rio, em fins de fevereiro, no México. Participam países da América Latina e do Caribe.
Antes da abertura das urnas de Honduras, Brasília condicionava a legitimidade do pleito à volta do deposto Manuel Zelaya ao cargo de presidente. Zelaya não voltou. Mas Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, já cuida de atenuar o azedume.
"Nós, evidentemente, estamos avaliando a situação e esperando as iniciativas do novo governo", diz ele. "Como tomamos decisões coletivas naquele momento [pós-golpe], obviamente queremos analisar [essa hipótese conjuntamente]", no Grupo do Rio.
A eleição que o Brasil demora a reconhecer foi presidida por Roberto Micheletti, em quem o governo Lula pespegara a pecha de “golpista”. Micheletti se revelaria um golpista sui generis. Fora à presidência, em junho de 2009, enrolado na constituição hondurenha.
Uma constituição que, segundo decisão da Suprema Corte de Honduras, Zelaya tentara usurpar. O deposto tramara a realização de um referendo re-eleitoral. Coisa que, em Honduras, é proibida em cláusula constitucional pétrea.
Decorridos sete meses do pseudogolpe, o suposto golpista entregou a presidência a Porfirio Lobo, eleito num pleito cuja legitimidade foi atestada pela OEA.
O Brasil foi empurrado para a crise de Honduras por Hugo Chávez, o presidente da Venezuela. Em operação companheira cujos detalhes a história ainda vai contar, Chávez devolveu Zelaya a Honduras.
Em vez de bater na porta da embaixada da Venezuela, o deposto materializou-se defronte dos portões da sede diplomática do Brasil em Tegucigalpa. Só deixou a embaixada, convertida em quartel de uma fracassada resistência depois da posse de Porfírio Lobo. Foi para a República Dominicana.
Livre do hóspede, o Brasil tenta agora livrar-se dos problemas causados por ele. Algo que, sabem todos, passa pelo reconhecimento do novo governo.
Num sinal de que ensaia a marcha à ré, o Itamaraty despachou para Tegucigalpa, nesta sexta, a vice-consul do Brasil em Honduras, Francisca de Melo. Ela foi barrada no aeroporto da capital hondurenha. Em resposta ao que considerou um “erro”, o governo Porfírio Lobo demitiu o diretor de imigração. Francisca deve retornar a Tegucigalpa na segunda (1º). Vai reabrir a embaixada do Brasil, ainda sem a presença de um embaixador.
Fonte: Folha On Line - Josias de Souza
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