sábado, 14 de agosto de 2010

Ricardo Coutinho defende construção de mais hospitais na PB

O candidato ao Governo da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), defendeu a reestruturação dos hospitais regionais e a ampliação do número de unidades de saúde estaduais. Ricardo visitou os municípios de Emas e Catingueira e falou sobre a necessidade de investir na rede hospital daquela região do Sertão paraibano.

"A Paraíba precisa investir em saúde. Essa região em especial precisa de mais hospitais, que prestem serviços de alta complexidade como tomografia, ecocardiograma, tratamento para câncer e outras doenças graves. Para isso, temos que fazer um estudo para ver quais municípios devem abrigar mais hospitais. É necessário tirar a saúde da Paraíba da UTI", comentou.

A Caravana da Verdade segue pelo Sertão do Estado. Por onde passam, Ricardo Coutinho (PSB), Rômulo Gouveia (PSDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) são recebidos de braços abertos pelos moradores. Muitos deles destacaram o trabalho realizado por Ricardo Coutinho na área de saúde em João Pessoa.

http://www.psbnacional.org.br/index.php/content/view/8417/Ricardo_Coutinho_defende_construAo_de_mais_hospitais_na_PB.html

Mauro Mendes diz que MT vai entrar no ciclo da industrialização

O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo PSB, Mauro Mendes (PSB), reuniu, nesta semana, com os funcionários do curtume Viposa, localizado na comunidade de Capão Grande, em Várzea Grande.

Mauro destacou que, à frente do governo de Mato Grosso, vai trabalhar justamente na atração de indústrias de grande porte para fazer o beneficiamento da matéria-prima produzida em Mato Grosso, como o couro.

"Mato Grosso tem que deixar de ser fornecedor de produtos primários e partir para a industrialização. Assim vamos agregar valor à matéria-prima e criar mais oportunidades ao mato-grossense", disse Mauro, acrescentando que vai criar mais de 200 mil empregos nos próximos quatro anos.

O couro fabricado no curtume de Várzea Grande é exportado para países como Alemanha, Itália e Japão, atendendo empresas como a montadora de automóveis Honda. Hoje, 160 funcionários trabalham no curtume.

O empresário Marcelo Paes de Barros, ex-diretor do curtume e organizador da visita, destacou que é a primeira vez que os funcionários recebem um candidato, por acreditarem no trabalho de Mauro Mendes. "Sou diretor na Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso) e conheço o trabalho sério e competente do Mauro".

O funcionário Manoel Delegado pontuou a satisfação em poder conhecer pessoalmente o candidato. "Eu já tinha decidido por votar nele e agora, ouvindo suas propostas, fiquei satisfeito. Entre os candidatos, o Mauro é o melhor".

http://www.psbnacional.org.br/index.php/content/view/8423/Mauro_Mendes_diz_que_MT_vai_entrar_no_ciclo_da_industrializaAo.html

Ibope: Cid Gomes tem 49% das intenções de voto no Ceará

Na primeira rodada da pesquisa Ibope para o governo do Ceará, o governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, aparece com potencial para vencer no primeiro turno.

Cid tem 49% das intenções de voto, contra 24% de Lúcio Alcântara (PR) e 9% de Marcos Cals (PSDB). O Ibope ouviu 1.204 eleitores cearenses de 28 de julho a dois de agosto. Os candidatos Soraya Tupinambá (PSOL), Francisco das Chagas Gonzaga (PSTU), Marcelo Silva (PV) e Maria Natividade (PCB) obtiveram cerca de 1% cada, informa o Ibope. Eleitores indecisos somaram 9%, e brancos e nulos, 6%.

A margem de erro é de três pontos percentuais para cima ou para baixo. A pesquisa contratada pela emissora, que é afiliada da Rede Globo, está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) com o número 40508/2010.

http://www.psbnacional.org.br/index.php/content/view/8408/Ibope_Cid_Gomes_tem_49_das_intenAes_de_voto_no_Cear.html

Ibope: Renato Casagrande seria eleito no 1º turno com 51% no ES

Pesquisa divulgada pelo Ibope revelou que o candidato do PSB ao governo do Espírito Santo, Renato Casagrande, lidera a disputa para o cargo, com 51% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o candidato do PSDB, Luiz Paulo Velozo Lucas, que possui 18% das intenções de voto. Dr. Gilberto Caregnato (PRTB) aparece em terceiro, com 2%, enquanto Brice Bragato (PSOL) e Avelar (PCO) estão empatados, com 1% da preferência.

A pesquisa foi encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) e o Centro da Indústria do Espírito Santo (Cindes).

A pesquisa também confirmou as expectativas da Findes quanto à visão do capixaba sobre sua própria situação econômica, com cerca de 81% dos entrevistados afirmando que o ano de 2010 está sendo bom/muito bom. "Esta visão positiva da população capixaba sobre a nossa economia reflete diretamente no aumento do consumo no comércio, que por sua vez aumenta a demanda junto às indústrias que, por fim, repassam este aumento aos seus fornecedores. Trata-se de um círculo virtuoso que só fortalece a nossa economia", avaliou o presidente da Findes/Cindes, Lucas Izoton. O otimismo do capixaba também reflete em seu temor pelo desemprego, com 52% afirmando que não se preocupam com esta questão.

"Um dos trabalhos mais fortes da Findes é justamente de oferecer qualificação profissional a setores que alavancam nossa economia, porém ainda contam com escassez de pessoal qualificado, e isto acaba influenciando um pouco nas opiniões de quem teme pelo desemprego na pesquisa", ponderou Izoton.

A pesquisa ouviu 812 eleitores, entre os dias 22 e 25 de julho. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ela foi registrada no TRE/ES sob número 10613/2010 e no TSE sob protocolo 20616/2010.

http://www.psbnacional.org.br/index.php/content/view/8397/Ibope_Renato_Casagrande_seria_eleito_no_1_turno_com_51_no_ES.html

"O DF vive um momento de renovação”, avalia Rollemberg

Candidato ao Senado tem esperanças de que, no momento pós-crise política, marcada pela Operação Caixa de Pandora, os eleitores brasilienses possam eleger ele e Cristovam Buarque, que fazem parte do mesmo grupo encabeçado pelo petista Agnelo Queiroz

Aos 51 anos, Rodrigo Rollemberg (PSB), já grisalho, mantém a disposição de acordar bem cedo e dormir de madrugada no corpo a corpo com o eleitor. Mais maduro, no entanto, ele agora não é mais apenas o candidato da juventude. No primeiro mandato no Congresso, como deputado federal, conseguiu se destacar como líder da bancada do PSB durante dois anos, participou da discussão e aprovação de leis, como a da Ficha Limpa, e agora, pela segunda vez, em 20 anos de política, disputa um cargo majoritário. Em 2002, o socialista concorreu a um mandato de governador, sem sucesso. Ficou em 4º lugar. Rollemberg, no entanto, aposta que o momento atual é diferente. Na sua avaliação, o eleitorado, mais do que nunca, procura renovação e políticos com passado limpo. Embora evite fazer ataques duros a Joaquim Roriz (PSC), ele sustenta que o ex-governador integra uma safra de políticos do passado que já deram a sua contribuição. Por isso, Rollemberg mergulhou na candidatura do petista Agnelo Queiroz e avalia que o quadro de crise no DF possibilitará uma inovação nessas eleições — a vitória de dois candidatos ao Senado do mesmo grupo. Depois de uma semana em que perdeu noites de sono e acendeu velas para espantar um problema relacionado a seu primeiro suplente, Hélio José, Rollemberg promete não interferir na escolha do substituto do petista que se desfiliou após ter o nome envolvido em denúncias de abuso sexual. O novo suplente, segundo Rollemberg, será, mais uma vez, uma escolha do PT.

Esta semana, o fato relevante foi o indeferimento da candidatura de Joaquim Roriz. Qual será o reflexo na sua campanha?
Esse é um assunto da Justiça. É claro que a Justiça tem suas razões para ter tomado essa decisão. A Lei da Ficha Limpa está criando outros referenciais da política no Distrito Federal e no país. Mas nós temos que nos preocupar é com a nossa campanha.

Esta situação de indecisão sobre o destino de Roriz traz algum reflexo direto na campanha de Agnelo?
Percebo que a campanha de Agnelo vem ganhando substância a cada dia. O ânimo está maior. Há um sentimento de crescimento independentemente da decisão relacionada ao Roriz.

Maria de Lourdes Abadia também pode ter o registro negado pela Lei da Ficha Limpa. Isso favorece seus planos?
Eu me preparei para fazer uma campanha propositiva. A contribuição que a gente pode dar é essa. Não estou preocupado com a decisão da Justiça em relação à Abadia. É claro que traz consequências na campanha. Mas quero que as pessoas votem em mim independentemente dos adversários, em função das propostas para o DF e para o país.

Tradicionalmente, na história do DF, na disputa por duas vagas, dois candidatos de grupos opostos sempre foram eleitos. Por que dessa vez seria diferente?
Há um sentimento muito forte de renovação. Mais do que isso. De inovação na política do DF. E acho que uma das inovações será a eleição de dois senadores do campo democrático e popular. Tenho feito uma campanha bastante colada na do Cristovam. Tenho dito que será bom para o DF eleger dois senadores com esse perfil, um ex-governador que levanta a bandeira importante para o país, que é a educação, um homem correto. E apresento toda a minha trajetória, especialmente o meu mandato como deputado federal em que fui muito bem avaliado pelo Diap (Departamento Intersindical de Assuntos Parlamentares), fui eleito por 146 jornalistas que cobrem o Congresso Nacional como um dos 10 melhores deputados, bati todos os recordes de recursos para o DF desde que existe a representação política e me envolvi em projetos importantes para o aperfeiçoamento político do país, como a Lei da Transparência, a Lei da Ficha Limpa. Portanto, me sinto preparado e o PSB também considerou que seria o momento de disputar o Senado com o apoio de 11 partidos.

O PSB tem o discurso da ética, mas Rogério Ulysses, o único deputado distrital eleito pelo partido em 2006, foi citado na Caixa de Pandora. Ficou alguma sequela no partido?
Não. O PSB foi muito firme. Ele foi expulso. Foi uma decisão tomada por unanimidade depois de um processo em que se garantiu ampla defesa, mas em nenhum momento o PSB titubeou em manter o princípio em defesa da ética.

Na campanha, o senhor teve um problema com seu primeiro suplente, Hélio José, acusado de agressão sexual de uma menor. Esse assunto está resolvido?
Eu não personalizo as questões da política, mas tive uma informação de caráter grave e me senti na obrigação de comunicar o PT e pedir a substituição. O PT entendeu a importância disso e tomou as providências, de forma que o assunto está superado.

O que, de fato, aconteceu?
Fui procurado por uma menina, uma sobrinha, parente dele, que relatou que tinha sido… muito constrangedor para mim falar disso porque se tratam de assuntos familiares. Mas tive um contato com a vítima, procurei me certificar de tudo isso, inclusive na companhia de um dirigente do PT, designado pelo partido. Ele teve conversas com parentes da vítima que confirmaram. Portanto, nós não tínhamos outra alternativa a não ser comunicar o PT e pedir a substituição.

O Hélio José tem dito que essa denúncia foi uma estratégia pensada porque o senhor queria trocar a primeira suplência e indicar um empresário do ramo da indústria química…
Isso não procede. Desde o primeiro momento, o acordo é para que o suplente fosse indicado pelo PT. O partido, com seus fóruns internos, indicou. Em nenhum momento, questionei isso, mas, em função da gravidade do fato, não poderia me omitir e tomei as providências que julguei necessárias.

Agora quem vai ser o suplente?
Quem o PT indicar.

Existe dificuldade de arrecadação na sua coligação?
Acho que sim, até pela pouca quantidade de material disponível. Mas eu sempre fiz campanha com poucos recursos. As minhas campanhas são um acúmulo da minha trajetória política, de coerência, de compromisso e serviços prestados ao DF. Acho que isso conta muito, especialmente numa campanha majoritária que privilegia o corpo a corpo. Acordo muito cedo e durmo muito tarde.

O PT e a esquerda nunca conseguiram derrotar Roriz. Dessa vez, será diferente?
O Roriz pertence a uma outra geração de políticos que teve o seu tempo, a sua vez. O Brasil e especialmente o DF vivem um momento de renovação na política. Isso será confirmado nas urnas em 3 de outubro.

Roriz é seu adversário, mas o senhor limita as críticas a ele. Por quê?
Com o tempo a gente percebe claramente que a população está interessada em ouvir propostas. A população conhece muito bem as virtudes e os defeitos de todos os candidatos. O que interessa saber é o que de positivo cada um tem para propor, o que de concreto vai melhorar para a vida dela e para o conjunto do DF a partir das propostas de cada candidato. Estamos muito focados nisso, com o objetivo de mudar a imagem do DF. Brasília surgiu a partir de uma proposta extremamente inovadora, de ser vanguarda de políticas públicas e em função dessas denúncias de corrupção a cidade acabou se confundindo com a imagem do atraso. Nós temos que resgatar a imagem de Brasília e isso vai se refletir em termos de propostas e não atacando fulano e beltrano.

O eleitor está mais crítico e arredio em relação aos políticos na campanha?
Imagino que em relação a alguns políticos, sim. Quero dizer que estou extremamente satisfeito, até agradecido com a receptividade que tenho recebido da população. Acho que isso é fruto de muitos anos de trabalho e sacrifício que a vida pública nos impõe. Tenho ido muito à Rodoviária, às feiras e tenho sido muito bem recebido. Chega a ser comovente.

O eleitor do PT e o do PSB já aceitaram a aliança com o PMDB?
No momento do anúncio, houve uma reação. Mas percebo que hoje há uma integração muito grande e o reconhecimento da participação do (Tadeu) Filippelli. E há uma percepção de que o presidente Lula só conseguiu produzir os avanços que fez porque foi capaz de construir uma ampla aliança. E só vamos poder implementar as políticas públicas que defendemos para o DF se formos capazes de construir uma aliança para ganhar a eleição e para governar com tranquilidade.

A sua candidatura ao Senado com o apoio do PT entrou nessa negociação do PSB para apoio a Dilma Rouseff?
Em nenhum momento a minha candidatura foi negociada no plano nacional. Surgiu de um movimento natural, especialmente no momento em que o Magela desistiu de ser candidato ao Senado para disputar as prévias ao governo. Ficou um vazio naquele momento e fui estimulado pelo PSB e outros partidos a disputar.

O presidente Lula vai gravar apoio a sua candidatura?
Acho que quando começar o programa eleitoral, o Lula participará das campanhas majoritárias.

Quais serão suas propostas?
São muitas. Por exemplo, imposto zero sobre a cesta básica. Isso tem um impacto enorme para aumentar o poder de compra da classe trabalhadora, especialmente dos mais pobres. Eleição direta para administração regional também é um tema. Temos de garantir que os administradores sejam eleitos pela população. Queremos fazer uma reforma política que amplie a democracia, que aumente os espaços da população. Por exemplo, reduzir o número de assinaturas para projetos de iniciativa popular. Dar à população o direito de tirar aqueles candidatos majoritários que não cumprirem com seus programas ou que descumprirem a lei.

O senhor começou na política há 20 anos como o candidato da juventude. Hoje, aos 51 anos, apresenta qual perfil para o eleitorado?
Uma pessoa muito comprometida com o desenvolvimento do DF. É muito legal as pessoas me apresentarem como um candidato ao Senado jovem. E temos um grande desafio de criar oportunidades para a juventude. Mas hoje acho que as pessoas me veem como alguém que gosta do DF e tem compromisso com a cidade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Entrevista com Roberto Amaral, sobre os 64 anos do PSB

Defensor do socialismo democrático, o PSB (Partido Socialista Brasileiro) completa este mês 64 anos em grande estilo. É o partido de esquerda da base aliada do governo com mais chances de dobrar de tamanho, contando inclusive com candidaturas de empresários de peso.

São os casos de Paulo Skaf, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e candidato a governador, e de Mauro Mendes (MT), o mais rico dos concorrentes nas disputas de governos estaduais.

O socialismo do PSB aderiu ao capitalismo? Quem responde é o vice-presidente nacional do partido, Roberto Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia no primeiro governo Lula, invertendo a pergunta. "A presença de empresários no partido não significaria também que eles aderiram ao socialismo?", e justificou: "Ao contrário dos neoliberais, nós defendemos a empresa brasileira, o capital nacional. O fundamental é o eixo do partido e se essas pessoas estão fiéis a esse eixo".

No eixo das propostas do partido, estão a taxação de grandes fortunas, o apoio aos sem-terra e a redução da jornada de trabalho, temas repudiados pelas entidades empresariais.

Para estas eleições, o PSB tem candidatos competitivos em oito estados - o dobro do atual número de governadores - , espera eleger seis senadores - quatro a mais do que em 2006 -, e passar de 30 para 40 deputados federais. De quebra, o partido tem 309 prefeituras, inclusive em capitais importantes, a exemplo de Belo Horizonte e Curitiba.

Confira os principais trechos da entrevista exclusiva ao DCI:

Neste mês de agosto, o PSB completa 64 anos de história. O que o partido tem a comemorar?

Sobretudo a sua coerência. O grande legado do partido foi a coragem de, em 1945, levantar a tese do socialismo democrático, uma tese vitoriosa no início do terceiro milênio. Fizemos evidentemente opção eleitoral, não fizemos nenhuma concessão ideológica. Isso a sociedade, o eleitorado brasileiro compreendeu e está dando respostas nas eleições.

O que o PSB espera dessas eleições?

Uma delas é o comprometimento de todos os partidos com fortalecimento do processo democrático, de sua consolidação. O comunismo, o udenismo, o chamamento às casernas, está definitivamente afastado do processo histórico brasileiro. A outra coisa que espero é assegurar a continuidade do nosso poder de governo, uma social-democracia de esquerda, avançando. É o que pretendemos com o governo de Dilma [Rousseff, presidenciável do PT].

O sr. concorda com a avaliação de que o PSB está herdando o espólio do DEM no nordeste?

Não é isso, não. O espólio do DEM está caminhando para o suicídio. O PSB sempre foi forte no nordeste. Não esqueça que o nosso ex-presidente era o governador Miguel Arraes. Tinha uma liderança forte não só em Pernambuco, mas em todo o nordeste. O que está ocorrendo é o processo de consciência das massas. As grandes massas passaram a ter rompimento dos processos tradicionais, assistencialistas, proporcionado pelas políticas de inclusão do governo. Essas massas se livraram do coronelismo e passam a ter um posicionamento eleitoral independente. Isso é um dos frutos do Bolsa-Família e das políticas de inclusão que libertaram o homem do campo.

Por que o PSB prega o fortalecimento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra), se a candidata do PT já disse que não vai aceitar invasões de terra?

São duas questões diferentes. Uma é o programa geral da candidata, que tem de discutir o quadro das alianças dos partidos que dão apoio a ela. Ou seja, ela é uma candidata de coalizão. Portanto, o programa tem de ser de coalizão. Não pode ser um programa do PSB, nem do PMDB, nem do PT. O nosso papel é defender as nossas teses.

Mas o MST, com essas invasões, não é uma ameaça à propriedade privada?

Não estou preocupado em defender a propriedade privada. Estou mais preocupado com o sentido social da propriedade, como está na Constituição. Ela tem remédios para qualquer infração. Isso é do ponto de vista legal. O que nós estamos dizendo é que o movimento social tem de ser tratado com diálogo. O MST é um movimento tão legítimo quanto o movimento ruralista. E ninguém chama a polícia contra o movimento ruralista, e eu nem sei por quê. Ao contrário, quando eles deixam de pagar os bancos oficiais, tem sempre alguém que apresenta uma emenda no Congresso para anistiar os devedores.

Outra proposta polêmica do PSB é a taxação de grandes fortunas. Por que ela foi apresentada?

Isso é uma proposta conservadora. Isso existe no mundo inteiro. E é um instrumento de distribuição de renda. O que nós queremos é que o Brasil chegue ao nível das grandes democracias da Europa, como a Suécia, como a Noruega. Esse é o nosso marco em que a distância entre o maior e o menor salário tende a diminuir. Aqui é o contrário. O PSB também defende a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, o que constava na primeira versão do programa da Dilma e foi retirado a pedido do PMDB. É a posição do movimento sindical brasileiro. É possível. Sempre que há qualquer benefício para os trabalhadores, aparecem os argumentos neoliberais dizendo que vai quebrar isso, vai quebrar aquilo. Não quebra nada. Nós estamos com o salário mínimo de US$ 300. E era um crime quando nós falávamos há alguns anos atrás para tentar aproximá-lo de US$ 100. Reduzir a jornada não fecha nenhuma empresa. Ao contrário, vai aumentar a produtividade.

Essa taxação das grandes fortunas poderia afetar alguns dos candidatos a governador do partido, a exemplo de Paulo Skaf (SP) e Mauro Mendes (MT), que têm fortunas de mais de R$ 10 milhões?

Eles vão pagar imposto. Qual o problema?

Agora, essa presença de empresários poderosos no partido indicaria que o socialismo do PSB teria aderido ao capitalismo?

Aí eu inverto. A presença de empresários no partido não significaria também que eles aderiram ao socialismo? Nós não somos contra o empresariado brasileiro. Ao contrário dos neoliberais, nós defendemos a empresa brasileira, o capital nacional. Não vejo contradição. O fundamental é o eixo do partido e se essas pessoas estão fiéis a esse eixo.

Por falar em Skaf, houve uma reação dos socialistas do grande ABC em relação ao ofício do partido que obrigou os filiados que ocupam cargos eletivos e os candidatos a apoiar a candidatura dele. A deputada federal Luiza Erundina reagiu e disse que não vai votar nele. Ela poderá ser punida?

Não acho que ela possa, nem creio que deva ser punida. Compreendemos a posição dela e vamos construir o que é mais importante nessas eleições, que é a nossa bancada e a eleição da Dilma.

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) esteve na última semana com Dilma, mas não se comprometeu a gravar programa com ela. A cúpula pode pedir isso a ele?

Não sei o conteúdo da conversa. O que nós temos dito é que o Ciro é do quadro partidário. Ele tem dito a mim e ao governador Eduardo Campos (PE) - presidente do partido - que vai seguir a orientação partidária. Mas não temos fita métrica para medir a intensidade da participação de cada um na campanha da Dilma. Então, cada um participa da forma que mais lhe aprouver, porque política tem de ser feita com felicidade e com alegria.

Em alguns estados, o PSB disputa o governo com partidos aliados de Dilma e do Lula. Qual o tratamento que o partido espera da candidata?

O que está acertado entre as partes é que todos os candidatos da base governista serão tratados em igualdade de condições. E disso nós não vamos abrir mão. Ela terá de ir aos dois palanques.

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=14&id_noticia=336586

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O PSB pode fazer até sete governadores, segundo pesquisas

A radiografia da disputa pelos governos estaduais

Quem está na frente, por estado e por partido, de acordo com as pesquisas eleitorais. A emergência do PSB como grande força partidária. A redução da polarização PSDB/PT nos estados.


Registraram a candidatura para o cargo de governador, nestas eleições, um total de 168 pessoas. De acordo com as pesquisas eleitorais, apenas 61 delas (36%) apresentam índices de preferência que tornam crível a possibilidade de alcançarem a vitória.

PMDB e PSDB são os partidos com o maior número de candidatos a governador competitivos, 12 para cada um deles. O PT vem em terceiro lugar, com nove. Mas o quarto do ranking, o PSB, é o que emerge como uma das novidades mais interessantes do mapeamento feito pelo Congresso em Foco das preferências para a sucessão nos estados.

Se as tendências até agora detectadas nas pesquisas se confirmarem nas urnas, o PSB sairá das eleições maior do que vai entrar. Em 2006, após as duas rodadas da votação, elegeu três governadores. Em 2010, tem grandes chances de sair do primeiro turno com três governadores eleitos e até cinco candidatos qualificados para participar do segundo round eleitoral. O poder do partido se concentra, sobretudo, na região Nordeste, onde ele desponta como o maior beneficiário do espólio deixado pelo DEM, que em tempos idos nadava de braçada naquela região atendendo pelo nome de PFL.

Quem pode levar no primeiro turno

O PSB tem, no total, oito candidatos fortes para os governos estaduais. Exatamente o dobro que o PDT e o DEM. A diferença é que três candidatos do PSB – os governadores Eduardo Campos (PE) e Cid Gomes (CE) e o senador Renato Casagrande (ES) – exibem nas pesquisas uma vantagem tão larga sobre os concorrentes que, se as eleições fossem hoje, provavelmente venceriam a parada no primeiro turno. O PDT não possui nenhum candidato em tal situação. O DEM, um. Ou melhor, uma. A senadora Rosalba Ciarlini (RN).

Nessa lista, a dos possíveis vitoriosos no primeiro turno (sempre de acordo com as mais recentes pesquisas disponíveis), o PSB está na dianteira, junto com o PMDB. Encontram-se nessa condição os peemedebistas Sérgio Cabral (RJ), Hélio Costa (MG) André Puccinelli (MS). Em segundo lugar, empatados, vêm PSDB e PT. Os tucanos, com Geraldo Alckmin (SP) e Siqueira Campos (TO). Os petistas, com Jaques Wagner (BA) e Tião Viana (AC).

Mais um nome pinta nas pesquisas como capaz de liquidar a fatura eleitoral na primeira rodada de votação, o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC). Mas este, a menos que a Justiça resolva jogar no lixo a Lei da Ficha Limpa, será impedido de concorrer. Um dos objetivos da lei, afinal, é exatamente proibir a candidatura de quem tenha renunciado ao mandato eletivo para preservar os direitos políticos. Exatamente como Roriz fez em 2007, após se tornarem públicas gravações telefônicas e outras provas que o ligavam ao esquema de corrupção implantado no Banco de Brasília (BRB).

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=33794

sexta-feira, 23 de julho de 2010

“Ainda vão me ver presidente do Brasil”, diz Ciro Gomes em entrevista exclusiva

Deputado não abandona sonho, se diz vítima de “rasteira” e declara apoio a Dilma

Do R7


O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) tenta esquecer a decisão de seu partido de não levar adiante sua candidatura à Presidência. A cúpula de sua legenda preferiu a aliança com Dilma Rousseff (PT), frustrando mais uma tentativa do político de ocupar Palácio do Planalto, sede do governo federal.

Na entrevista abaixo, exclusiva à TV Cidade, afiliada da Rede Record no Ceará, Ciro Gomes mosta que não tem a intenção de desistir.

- Ainda vão me ver presidente do Brasil.

O parlamentar visitou as instalações da emissora e falou de alguns temas sobre o fim de sua candidatura à Presidência.

- Como fui ministro da Fazenda, ajudei a construir a moeda que está em circulação no Brasil. Tenho 52 anos, sendo 30 anos de vida pública, e nunca me envolvi em nenhum escândalo. Me credenciei. Infelizmente, sofri humilhações, fui aconselhado a ter paciência, humildade e a aprender com as lições do passado, mas sofri uma rasteira.

O deputado também reconheceu o carinho da população.

- A vida é tão generosa, é tão bom o carinho do povo, que não tenho direito de me queixar. Estou inteiro, na luta, de volta ao lugar que mais gosto, o Ceará, junto ao meu povo.

Ciro Gomes declarou também seu apoio à candidata da petista Dilma Rousseff. A polêmica sobre a mudança de seu domicílio eleitoral, o apoio da senadora e ex-mulher Patrícia Saboya a Marina Silva (PV) e o desafio da carreira como comentarista de televisão foram outros pontos comentados no vídeo abaixo.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/-ainda-vao-me-ver-presidente-do-brasil-diz-ciro-gomes-em-entrevista-exclusiva-20100723.html

segunda-feira, 19 de julho de 2010

PSB debate Inclusão Social em seminário

Na abertura do Seminário “Brasil, Desenvolvimento e Inclusão Social” realizada na manhã desta segunda-feira (19), no Salão Azul do Hotel Nacional, em Brasília, foram discutidos temas como Desenvolvimento e Inclusão Social; Desenvolvimento e Educação e Desenvolvimento Regional. O objetivo do seminário é apresentar à candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, o Programa de Governo do Partido Socialista Brasileiro (PSB) que a apoiará na campanha eleitoral e na sustentação do Parlamento ao longo da execução do mandato.

O documento está estruturado apresentando o panorama mundial e os binômios que orientam as propostas. Traz elementos para o plano nacional, destacando o político, o econômico e o social. Em seguida aponta diretrizes para o projeto nacional de desenvolvimento com ênfase nas políticas de educação, ciência, tecnologia e inovação; na estratégia nacional de defesa; na industrialização; nas propostas para a questão urbana; para o plano nacional de redução de mortes e lesões n trânsito, e, ainda, para o desenvolvimento e logística, e o desenvolvimento regional.

De acordo com o vice-presidente do PSB Nacional, Roberto Amaral, os socialistas precisam promover a inclusão social, que compreende a distribuição de renda, a inclusão cívica, educacional, tecnológica, o acesso a saúde e moradia. “Nós lutaremos para diminuir as desigualdades sociais para construir uma sociedade solidária”, afirmou.

Para Amaral o projeto nacional não pode ser elaborado sob o autoritarismo e ditadura. “Ele deve ser construído pela sociedade. A nossa proposta é a reunião de todos os esforços nacionais que compilamos ao longo da nossa história no encontro da sociedade civil com a política”, disse.

“É necessário nos preparar para a eleição e para a governança e defender o nosso programa de governo. Queremos eleger o maior número possível de deputados federais, senadores e governadores. Nós, a esquerda socialista, sairemos fortalecidos desse pleito”, concluiu.

Educação

Segundo o professor César Callegari, de todas as urgências que se colocam no país em relação às políticas públicas que apontam para o desenvolvimento econômico e social sustentável no Brasil, a maior de todas é o sistema da educação, que se não for enfrentado com maior velocidade e profundidade nós próximos anos, o país não conseguirá sustentar e construir um projeto econômico e social de desenvolvimento que nós pretendemos. “Verificando a nossa posição relativa aos indicadores de natureza social, como por exemplo, a distribuição do PIB per capita, estamos em 45º lugar entre os países. Isso culmina para uma péssima distribuição de renda”.

“O Brasil em matéria de educação exibe indicadores que nos coloca numa posição muito ruim”. Nós temos que ter consciência de que a educação não é um gasto, despesa, e sim, o principal investimento que o Brasil pode fazer não apenas no presente, mas principalmente, no futuro. A coragem política é a mais importante na mudança desse quadro. De todos os componentes relacionados a valorização do processo educacional, sem nenhuma sombra de dúvida, o principal é a valorização do professor”, explicou.

Para Callegari, é necessário compreender que não se fará uma revolução educacional no país se não forem tomadas as atitudes e providências necessárias para fazer com que ser do magistério, integrar o magistério, ser professor, seja uma opção pessoal, política e econômica do jovem brasileiro. “Não é possível pensar em educação com qualidade se não tivermos uma decisão absolutamente prioritária em termos de valorizar os professores e os demais profissionais na educação”, observou.

Veja abaixo a íntegra do Programa de Governo do Partido Socialista Brasileiro (PSB):
http://www.psbnacional.org.br/upd_blob/0002/2271.pdf

Priscila Rocha - Assessoria de Comunicação do PSB
http://www.psbnacional.org.br/index.php/content/view/8173.html

sábado, 17 de julho de 2010

PSB tenta incluir propostas em plataforma de Dilma

O PSB tenta emplacar suas propostas na plataforma de governo da coligação encabeçada pela candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. A iniciativa ocorre depois de outro aliado, o PMDB, já ter sugerido à campanha de Dilma metas de governo que colidem com as crenças do PT. O programa de governo da petista teve que ser trocado às pressas na Justiça Eleitoral, após ser taxado de radical. A nova versão expurgou pontos polêmicos, como taxação de grandes fortunas e a revogação da lei que impede o uso de áreas invadidas para fins de reforma agrária. Ainda assim, será substituído mais uma vez em agosto.

As recomendações do PSB terão como eixo a política econômica, mas nada que destoe muito das ações de governo que o PT vem traçando. "É apenas um pouquinho mais à esquerda", segundo definição do presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. "O eixo do documento será o desenvolvimento econômico, a garantia de um ritmo de crescimento acelerado, a ampliação dos investimentos e a busca por uma taxa de juros de nível internacional", resumiu Campos.

"Temos duas propostas. A primeira é um investimento maciço em educação, ciência e tecnologia. A segunda é um projeto de industrialização que permita maior exportação de manufaturados com alto valor agregado. E isso passa pela primeira proposta, que é a formação de mão de obra qualificada", completou o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral. "Do nosso ponto de vista, o crescimento de um país não deveria ser medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) e sim pela qualidade de vida da população e pelo nível de cidadania", afirmou.

Para entregar o documento à campanha, o PSB fará um ato político no Hotel Nacional, em Brasília, na próxima segunda-feira. Foram convidados para o encontro, além de Dilma, todos os parlamentares do partido, além dos governadores e dos candidatos da legenda ao governo e ao Senado. Roberto Amaral ficou incumbido de garantir a presença do deputado federal Ciro Gomes.

Ciro teve a proposta de ser candidato à presidência rejeitada pelo PSB, que decidiu apoiar a coligação de Dilma Rousseff. Ao receber o anúncio do partido de que não receberia apoio no plano de se lançar candidato, Ciro pediu licença da Câmara dos Deputados, saiu de férias e não deu mais entrevistas. Agora, trabalha pela eleição do irmão Cid Gomes pelo governo do Ceará.

O governador Eduardo Campos nega, no entanto, que tenham sobrado rusgas entre Ciro e o partido. Campos afirmou que o deputado se unirá ao partido pela eleição de Dilma. "Em algum momento ele virá para a campanha. Mas é claro que não vai ficar por aí levantando bandeira na Avenida Paulista".

CAROL PIRES - Agência Estado
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Bancada do PSB na Câmara Federal pode crescer 48%

Brasília - O Partido do Socialista Brasileiro deve ampliar sua bancada de deputados federais. Hoje com 27 deputados, o PSB pode eleger entre 35 e 40 deputados nas eleições de outubro, estimam líderes do partido. Considerando a eleição de 40 parlamentares, o grupo cresce 48%.

Três estados devem se destacar no número de deputados eleitos. Pernambuco, Ceará e São Paulo. Destes, todos têm candidatos majoritários.

A maioria dos deputados em exercício concorrerão à reeleição, são 24 no total. Outros dois concorrem ao Senado, Rodrigo Rollemberg, pelo Distrito Federal, e Lídice da Mata, pela Bahia. Apenas Ciro Gomes (CE) não concorrerá a cargo eletivo.

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PSB lança candidatos ao Senado em seis estados e no Distrito Federal

Seis estados brasileiros mais o Distrito Federal terão candidatos ao Senado pelo PSB. Desta lista, apenas o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) concorre à reeleição.

Pelo Amapá, João Capiberibe, concorre a um novo mandato ao Senado. Capiberibe foi eleito senador em 2002, mas teve seu mandato interrompido depois de uma denúncia de compra de votos no valor de R$ 26. A acusação foi aceita pelo Superior Tribunal Eleitoral, mesmo depois do Ministério Público do Amapá ter recusado a denúncia por falta de provas.

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Eleições 2010 podem consagrar crescimento do PSB

O Brasil se prepara para mais uma eleição. Em outubro, a população vai às urnas escolher o novo presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) participa do pleito com candidatos expressivos aos governos estaduais em nove estados. Lança ainda sete candidatos ao Senado Federal e tem perspectivas de eleger entre 35 e 40 deputados federais. Para presidência da República, apoia a candidata Dilma Roussef (PT), que substitui Lula nas urnas.

Para o 1º Secretário do PSB, Carlos Siqueira, 2010 pode registrar o maior crescimento da legenda. “O diferencial deste pleito não é o número de candidatos, já que em 2002 foram lançados 21 candidatos ao governo, mas a qualidade e densidade eleitoral dos postulantes. Temos candidatos extremamente competitivos e com grandes chances de vitória”, diz.

No nordeste, as urnas devem consagrar o bom trabalho desempenhado por Eduardo Campos, em Pernambuco, e de Cid Gomes, no Ceará, que concorrem à reeleição. Os dois governadores do PSB foram o 2º e 3º melhor avaliados pela população, segundo pesquisa do Instituto Dafolha divulgada em 2009. Ainda no nordeste, o PSB vai lançar Ricardo Coutinho ao governo da Paraíba. Coutinho deixa o segundo mandato de prefeito na capital paraibana, João Pessoa. Assumiu o primeiro mandato em 2004 e reassumiu a capital paraibana em 2008, eleito com 73,85% dos votos da população. No comando de João Pessoa, Coutinho recebeu, entre outros, os prêmios de “Excelência Administrativa do Nordeste” e “10 Melhores Práticas de Gestão para o Desenvolvimento Humano na América Latina e Caribe”, ambos em 2007.

O PSB terá também candidatos no Piauí, Wilson Martins, e no Rio Grande do Norte, Iberê Ferreira. Wilson Martins foi deputado estadual pelo Piauí por três mandatos consecutivos, em 1994, 1998 e 2002. Em 2006, foi eleito vice-governador do Estado, assumiu o governo em abril deste ano e concorre à reeleição. Da mesma forma, Iberê Ferreira, que assumiu o governo do Rio Grande do Norte depois da saída de Wilma de Faria (PSB), em abril, concorre à reeleição.

Na região Sudeste, São Paulo e Espírito Santo também têm candidatos socialistas. No estado mais rico do Brasil, o PSB lança a chapa puro-sangue, Paulo Skaf ao governo e Marianne Pinotti de vice. Estreante nas urnas, Skaf é presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O senador Renato Casagrande consagrou-se um dos melhores políticos do país e, depois de quatro anos no Senado, concorre ao governo do Espírito Santo. O trabalho desenvolvido por Casagrande no parlamento é apoiado não só pela população do estado, mas também por 15 partidos que apoiam sua candidatura, incluindo PT e PMDB, os dois principais partidos da aliança.

No Amapá, região norte do país, o candidato ao governo é Camilo Capiberibe. Deputado estadual, Capiberibe é o mais novo candidato ao governo da lista do PSB, tem 36 anos, mas uma longa trajetória política. No centro-oeste, o PSB lança a candidatura do empresário Mauro Mendes ao governo de Mato-Grosso. Mendes é presidente licenciado da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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